Eduardo Chaves
De 19.8.1967 a 6.6.1974 eu não morei no Brasil. Nesses sete anos morei nos Estados Unidos. Lá me casei (pela primeira vez). Lá nasceu minha primeira filha, que em poucos dias fará 51 anos, e que, exceto por pequenos períodos de sua vida, morou lá, na terra em que nasceu. Na realidade, ela nasceu na California (Hayward), mas mora, desde criança, em Ohio (na região de Weirton/Youngstown, na pequeníssima cidade de Cortland, ao lado do Mosquito Lake): o nome do lago que a ladeia, embora não o seu tamanho, é indicativo do tamanho da cidade de Cortland. Lindinha, como em geral são as pequenas cidades do interior americano).
Mas foi mais do que simplesmente morar sete anos fora do Brasil. Eu fiquei esses sete anos fora do Brasil sem voltar para cá sequer uma vez sequer. Viagens aéreas naquela época eram caras demais para quem era apenas estudante.
Mas foi ainda bem mais do que isso ainda. Eu não só não voltei: eu não tive vontade de voltar. Tive, é verdade, vontade de ver o pai, a mãe, o irmão, as irmãs que cresceram sem eu ver, mas isso eu poderia muito bem fazer em algum outro lugar da Terra, sem voltar ao Brasil — como, por exemplo, caso eles fossem aos EUA, por exemplo. Mas eles nunca foram. Faltava dinheiro. Meu pai foi uma vez, para um congresso de Presbiterianos Fundamentalista, com tudo pago, e eu fui buscá-lo para passar duas semanas conosco (já estava casado). Mas foi só… Foi o único contato não virtual com alguém da família durante os sete anos.
Nessa época em que fiquei fora os meios de comunicação interpessoal (do correio “por terra-e-mar” ao correio pelo ar, “par avion”, do correio ao telefone, etc.) não haviam se beneficiado ainda da Revolução Digital. O cinema era mais um meio de entretenimento do que um meio de comunicação interpessoal. O clip de áudio e o vídeo não existiam ainda como meios de comunicação entre as pessoas.
Assim, mesmo um telefonema, que hoje é fácil, e, pelo WhatsApp, gratuito, era proibitivo. Lembro-me de ter ligado apenas uma vez durante os sete anos para falar com meus pais. A chamada durou cerca de dez minutos, falei só com minha mãe, e a conversa foi mais choro do que real comunicação verbal — mais dela do que meu.
Os meios de comunicação públicos, como a imprensa (jornais, revistas), o rádio, a TV, eram estritamente locais. As notícias, ou as músicas, ou as imagens (estáticas, como as fotografias, ou dinâmicas, como os vídeos) de um lugar chegavam a outros lugares por meios físicos (discos de vinil, fitas magnéticas, discos ópticos, CDs, CD-ROMs, etc… De vez em quanto meu pai me mandava uma VEJA, uma página de jornal, e, uma vez, até uma fita cassette de áudio. A revista foi de navio e chegou lá mais de um mês depois de enviada. Enviar uma revista por via aérea era muito caro.
A tecnologia digital só começou a entrar em massa no cotidiano das pessoas a partir de 1977, com os microcomputadores, e, especialmente, a partir de 1983, quando a Internet se desprendeu de vez de suas raízes acadêmicas e militares e se tornou privada e universal (embora sempre com uma pitada de controle do governo). E, de 1983 em diante, sua introdução foi em ritmo relativamente lento, quando comparado com o de hoje.
Da metade dos anos 1980 em diante, surgiram os celulares digitais, depois tudo virou digital, depois tudo se miniaturizou, e finalmente tudo se fundiu no original telefone portátil, inicialmente celular, depois inteligente (smart), encontrando o computador a meio caminho… O celular que, inicialmente, era só para falar, substituiu o relógio de pulso, o despertador, o cronômetro, a bússola, os iPods da vida (tocadores de música digital), a agenda, o livro de endereços, o bloquinho de nota, a máquina fotográfica, a máquina de filmar, o GPS, a Bíblia na Igreja, o Hinário, a biblioteca de casa… (eu hoje carrego mais de seis mil ebooks comigo o tempo todo, just in case…). Para a maior parte das pessoas o telefone é hoje o único computador que precisam ter.
Entrementes, as redes de equipamentos digitais, as redes de telex, rádio, televisão e equipamentos digitais foram se fundindo, em multimídia.
Escrevi dois livros narrando essa evolução da tecnologia: Informática: Micro-Revelações (1985) e Multimídia: Conceituação, Aplicação e Tecnologia (1992).
O resto todo mundo conhece. Por enquanto. Conhece também a direção em que tudo isso parece estar querendo ir: Redes Sociais, AI/IA, Controle Estatal do Uso das Redes Sociais, etc. 1984, enfim. Que Deus nos poupe de um novo 1984. Com tirados cabeludos e bigodudos já foi ruim, com carecas, então…
Mas em 1974, quando voltei para o Brasil, pouca coisa do que eu mencionei, existia, mesmo nos Estados Unidos. Isso quer dizer que, em 1967-1974, quando morei lá, não recebia nenhuma informação sobre o Brasil, e perdi, para ser sincero, até o interesse pelo Brasil. Para dar uma ideia, soube por acaso que estava havendo uma Copa do Futebol Internacional no México em 1970, ano do Tri, e que o Brasil iria disputar a final com a Itália. Mas não tive nem como assistir ao jogo. Nenhuma estação de rádio ou TV americana o transmitiu. Não havia TV a Cabo, por assinatura. Só soube do resultado quando o jogo já estava acabado há algumas horas, no notíciário nacional das 18h. A notícia foi mais ou menos assim: “Hoje à tarde, no México, foi encerrado o Campeonato Mundial de Futebol Internacional, e o Brasil venceu a Itália por 4×1 tornando-se, pela terceira vez, campeão mundial.” Nem uma fotinho. Muito menos o tape de um dos gols.
Chegou o ponto em que eu falava, escrevia e entendia melhor o Inglês do que o Português. Até os interesses esportivos mudaram para o futebol americano (os Steelers), o beisebol (os Pirates), o hockey sobre o gelo (os Penguins). Pelé não havia ainda soccerizado o futebol. A cultura, religião, a política, a economia, a história, em todas essas áreas meus interesses mudaram. Até hoje conheço bem melhor a História Anglo-Americana e Americana do que a História Íbero-Americana e Brasileira.
Não sou como muitos brasileiros que vão para os EUA e continuam a falar, ouvir, escrever e ler em Português, sempre que podem. Não sou como muitos brasileiros que vão para os EUA e sentem uma saudade enorme da comida brasileira (feijoada, churrasco), da música (samba, MPB), do futebol brasileiro. Ou, muito menos, do “jeitinho” brasileiro, dos “arranjos por baixo da mesa”, do “toque físico” brasileiro, do carinho brasileiro, de abraços de urso em que os corpos quase se fundem, de beijinhos de praxe, do falar quase encostado, se tocando e pegando, etc.
Lá, livrei-me de quase tudo isso. (E daqui para frente vou omitir as aspas em palavras estrangeiras, gírias, etc.)
Não tentei me livrar do sotaque brasileiro porque sempre achei bacana, chique, charmoso falar uma língua estrangeira de forma gramaticalmente correta, mas mantendo um leve sotaque que dá uma dica para os ouvintes de que seu Inglês, no caso, embora, tecnicamente perfeito, do ponto de vista vocabular e gramatical, não é nativo. Ou seja: não é perfeito. Minha filha americana fala Inglês “perfeito”: ela fala dez palavras e você sabe que ela é americana. Mas gramaticalmente meu Inglês é melhor do que o dela. Mas na pronúncia e na fluência, entretanto, fico quilômetros atrás. (Além disso, ela fala umas dez vezes mais rápido do que eu). Se ela está morta de canseira, continua a falar o mesmo Inglês, na mesma rapidez, sem parar, como uma metralhadora no front.. Eu, se estou cansado, meu desempenho linguístico cai, se estou falando em Inglês, e falo bem mais devagar. Minha filha chega até a estalar os dedos para que eu fale mais rápido.
Americanizei-me, em termos, naqueles sete anos. Sem fazer esforço e de maneira natural. Não tanto quanto o neto de Otávio Mangabeira, o Roberto Mangabeira Unger, que é um desastre e que felizmente voltou definitivamente para os EUA: he went totally overboard: falar a própria língua materna com sotaque americano nunca foi um alvo meu, muito menos uma realização minha, ainda que involuntária. Era para ele. Ele queria que seu sotaque americano ao falar o português parecesse natural, mas era visivelmente forçado, ensaiado. Eu continuo a pronunciar bandaid como bendeid, não como bandaide. Chamo Hall´s Drops de Drops Hall´s, não de ‘Als, muito menos de ‘Aus. Mas o faço porque isso entrou no meu sistema, não por achar mais bonito ou charmoso.
Chegando ao Brasil, em 1974, perdi bastante desses hábitos adquiridos durante os sete anos lá. Alguns vícios e maneirismos típicos dos brasileiros voltaram, optei pela moda brasileira, abandonei minhas camisas e calças xadrez e listradas, troquei drasticamente o guarda-roupa, e voltei achar a língua, a letra, a poesia, a música brasileiras charmosas. Quanto aos filmes tenho um bloqueio, mas gostava das novelas brasileiras da Velha Globo –- detesto as atuais. Na verdade, detesto a TV atual, aqui e lá, aberta e por assinatura. Nem esporte eu vejo mais na TV. Muito menos noticiário. Nem mesmo abertura de Jogos Olímpicos ou Cerimônia de Entrega do Oscar eu consigo assistir mais. Dá-me enjoo ficar ouvindo aqueles apresentadores babacas preenchendo o tempo com nonsense.
A partir de 1974 eu me reabrasileirei a meu modo, my way, como diziam Paul Anka e Frank Sinatra. Nunca de todo. A partir de um certo modo decidi abandonar o meu academicismo, que imperava aqui e lá, evitar os modismos (mas sempre criando neologismos úteis), sem exageros. Não escrevo mais com plurais majestáticos, uso pronomes pessoais, não faço distinções de gênero, exceto quando elas são imperativas, nunca falei “Boa noite a todos e todas” na minha vida, graças ao bom Deus. Pretendo morrer sem jamais ter usado essa frase. Continuei chamando hardware de hardware, software de software (nunca logicial, como queria o Houaiss), traduzo termo computer por computador (não ordenador), printer por impressora, print por imprimir, não printar, disk ou disc por disco magnético ou óptico, conforme o sentido, disk por disco rígido, e assim vai.
Como bom velho, desenvolvi minhas manias. No título deste trabalho tirei o termo “bom”, comum antes de “filho”. Não acho, em um balanço dos meus oitenta anos, completados no ano passado, que tenha sido um bom filho, no sentido familiar, nem no sentido nacional, de filho da Pátria (Argh….). No primeiro caso, sem querer. No segundo, intencionalmente. Não gosto da noção de patriotismo como normalmente entendida, que envolve o bairrismo do my country right or wrong, o chauvinismo de que tudo aqui é melhor do que lá fora. Balela. Já torci contra o Brasil em Copa do Mundo. Em jogo com Portugal, especialmente (o que parece demonstrar um outro tipo de bairrismo, transgeneracional ou diacrônico — mas que seja: é um bairrismo nostálgico).
É verdade que, nos 50 anos que estou de volta ao Brasil também passei boa parte do tempo no exterior, graças a uma série de parcerias, em especial com a Microsoft Corporation e a United Airlines. Quando fui para os EUA em 1957 o Brasil era o único país que eu conhecia. Os Estados Unidos seriam o segundo. O Canadá foi o terceiro. Hoje conheço cerca de 65 países, alguns deles relativamente bem, como a Suíça e, incrivelmente, Taiwan (país que, depois dos Estados Unidos, que foi o país que eu visitei mais vezes na vida). Mas até o Vietnam eu fiquei conhecendo (Hanoi, Halong Bay, etc.). Desses 50 anos, a partir de 1974, somando todas as minhas estadas neles, passei cerca de três anos de minha vida nos Estados Unidos, cerca de um ano na Suíça, em Genebra, e cerca de pelo menos um ano em outros países, mundo afora. E não posso esquecer os três meses que passei viajando o mundo, para conhecer as suas religiões, por conta da New ERA –- New Ecumenical Research Asssociation, uma fundação criada e financiada pelo Rev. Sun Myung Moon. Hoje posso dizer isso sem que a notícia se torne Manchete do Jornal do Brasil, graças ao asqueroso Nêumane Pinto. E assim vai.
Vendo o campo de batalha que se tornaram as principais universidades americanas hoje, não me arrependo de ter voltado ao Brasil para trabalhar numa universidade que tinha apenas cinco anos de operação, a UNICAMP — tinha um pouco mais de tempo de existência no papel. Ela era, naquela época, uma instituição inicialmente limpa, sem os vícios da USP. A UNESP não existia ainda, enquanto universidade. E o fato de ter chegado de volta no início do governo Geisel, o primeiro presidente da República Evangélico (era luterano), me deu um certo tempo de sossego, antes da luta do “eles contra nós” começar. Muita gente até pensou que eu fosse luterano, quem sabe até amigo da alemãozada no poder, em vez de presbiteriano, dado o meu progresso rápido pela vida acadêmica e pela hierarquia administrativa da UNICAMP e, em seguida, no Governo do Estado. (Estudei em São Leopoldo, em 1967).
Não há dúvida de que essa guerra está agora, de 2003 em diante, em pleno vapor. O FHC ainda segurou a barra. Aprendi a reconhecer isso meio tardiamente, pela antipatia que tinha por ele, pessoalmente. Lula incentivou o divisionismo e a guerra ideológica. Era perfeitamente possível, e até bastante agradável, discutir Educação com meu colega da UNICAMP, Paulo Renato Costa Souza, Ministro da Educação de FHC por oito anos, do PMDB Histórico. Haddad, um petista abobalhado, é um sonso, um pau mandado. Era perfeitamente possível, e até muito agradável, discutir questões culturais, filosóficas, e de ciências humanas em geral, com Francisco Weffort, meu colega da USP, genro de Paulo Freire (foi casado com Madalena Freire). Paulo Freire veio trabalhar como Professor Titular na Faculdade de Educação da UNICAMP, quando eu dela era Diretor, no início dos anos 1980. Não havia ainda sido sequestrado pelo PT e pelo Moacir Gadotti, com seu Instituto Petista Paulo Freire.
Para contraste com o que existe agora, cito ainda um último exemplo.
Em 2000, 24 anos atras, quase no meio dos 50 anos que venho considerando, e em um ano em que terminava o século vinte e, mais do que isso, o segundo milênio da Era Cristã, e nos preparávamos todos para entrar e século 21 e no terceiro milênio, fui honrado com o convite para montar o programa, escolher os keynotes, coordenadores de mesas-redondas, e palestrantes, para o Congresso EDUCADOR 2000, convidá-los a participar, negociando os termos com os convidados especiais, e coordenar, tecnicamente, o evento como um todo. Em outras palavras, meu amigo, Carlos Soares, proprietário da PROMOFAIR, promotora do evento, me convidou, pela segunda vez (a primeira vez foi no Primeiro Congresso), para coordenar o Congresso do Ano 2000, que seria, como foi, o sétimo. Era um Congresso decisivo, cheio de simbologia de mudança, de um novo tempo, de uma nova educação. Seu sucesso foi retumbante. O EDUCADOR foi tão bem sucedido que se tornou, hoje, o BETT BRASIL, tendo passado por uma geração intermediária entre uma coisa e outra como Congresso Futuro. Carlos Soares deu-me carta branca. Fiquei em dúvida e lhe perguntei se estaria em minhas mãos montar o Programa que eu quisesse e convidar quem eu quisesse, sem restrição de nenhum tipo, e ele disse que sim, que havia sido para fazer isso que ele havia me convidado. Era um congresso verdadeiramente internacional e ecumênico e dele participaram cerca de dois mil e quinhentos congressistas. O Congresso teve lugar no Palácio das Convenções do Anhembi, de 24 a 27 de Maio do ano 2000.
Fiz o que ele pediu. O programa tem quase 100 páginas. Tenho ainda mais de dez cópias do programa, guardadas com orgulho e carinho. Ninguém foi convidado ou deixado fora por ser conservador ou progressista, por ser de direita ou de esquerda, por ser da nossa patota ou da patota deles. Ninguém foi deixado de fora do programa, por ser considerado, pela patota alheia, comunista ou libertário, conservador ou fascista, defensor da escola privada ou da escola pública, e, em qualquer dessas categorias, defensor de uma educação mais tradicional ou mais radicalmente inovadora. Olhando o programa vejo representantes de todas as tendências. Os oito Keynotes, dois por dia, foram: meu grande amigo Rubem Alves, na abertura unificada, e a minha amiga australiana Betty Collis, no fechamento unificado. Entre os dois: David Carraher, Viviane Senna, Juan Delval, Cláudio de Moura Castro, Benno Sander e Greg Butler. Os principais Palestrantes (que também incluíram alguns dos Keynotes), foram Içami Tiba, Celso Antunes, Amélia Franco Americano Domingues de Castro, Jorge Werthein, Cláudio de Moura Castro, Guiomar Namo de Mello, Ubiratan D’Ambrósio, Manoel Marcos Maciel Formiga, Arnaldo Niskier, Walter E. Garcia, Samuel Pfromm Netto, Pedro Demo, Wilson Azevedo, Hugo Assmann, João Vianney, Marisa Lucena, Carlos Seabra, Daniel Sigulem, Paulo Gileno Cysneiros, Dermeval Saviani, José Luís Sanfelice, José Claudinei Lombardi, Augusto Jorge Cury, Delarim Martins Gomes, Hermas Arana, Silvio Woncowitz, Débora B. M. Oliveira, Sandra Maria Freire, Ethevaldo Siqueira, Ezequiel Theodoro da Silva, Anita Liberalesso Neri, Renê Trentin Silveira, Ricardo Vianna Martins, Elsa Catarina Rosiski, Yara Prates, etc. Tudo na mais perfeita ordem e no mais lídimo respeito às diferenças de opinião e à relevância da competência e do mérito de cada um deles… No último quarto da lista há um bom número de comunistas, que eu convidei para participar.
Hoje seria necessário fazer pelo menos dois congressos distintos para que vários dos presentes neste não viessem a se estapear uns aos outros. Fora os Vetos, os Cancelamentos, as Vaias, os Silenciamentos, os Bloqueios, os Impedimentos…
Dá vontade de chorar diante do retrocesso havido nos últimos vinte anos na Educação e, em especial, na Universidade Brasileira — e Americana! Imitamos sempre as piores características dos equivalentes americanos. E o nome dos grindos é americanos, não norte-americanos, muito menos estadunidenses. A ignorância me irrita. E a aparente moça naquele Oscar que acabou matando o Rubem Ewald Filho era, de fato e na verdade, um rapaz, como ele, exercendo o seu papel de bom jornalista nos assegurou com verdade — e foi punido com dispensa, que predatou de pouco tempo a morte dele.
Eu me aposentei da UNICAMP em Janeiro de 2007 e fui ser Secretário Adjunto de Ensino Superior do Estado de São Paulo, a convite do Secretário José Aristodemo Pinnoti. O Governador era o intolerável José Serra. Mas ainda dava para conviver. Mas a convivência civil, mesmo quanto não totalmente cordial, não durou. Em 2007, quando me aposentei, já era o primeiro ano do segundo mandato do dex-preso.
Em Salto, 7 de Junho de 2024
Categories: Liberalism
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