A Alemanha Nazista como o “Terceiro Reich”

Introdução

A gente se acostuma a ouvir e a ler certas coisas sem refletir muito acerca do que ouve e lê. O Império que a Alemanha Nazista começou a criar, desde que Hitler subiu ao poder em 1933, e que esmoronou com a sua derrota, em 1945, é chamada por muitos de “O Terceiro Reich”. Há até mesmo livros, vários deles, que incluem essa expressão no título – quando não a têm, sozinha, como título. O termo “Reich” quer dizer “Reino”, “Império”. A expressão “O Reino de Deus”, em Alemão, é “Der Reich Gottes”. A poucos ocorre perguntar: Por que o terceiro? Se foi o terceiro, quais foram os dois primeiros? E a essas duas perguntas que eu pretendo responder neste artigo.

Em resumo, a resposta é a seguinte:

  • O Sacro Império Romano do Ocidente (800/962-1871)
  • O Império Alemão – na verdade, Prussiano (1871-1918)
  • O Império Nazista (1933-1945)

Vou falar um pouquinho sobre cada um deles.

1. O Sacro Império Romano(-Germânico) do Ocidente

O Sacro Império Romano do Ocidente é um daquelas coisas que foi batizada com um nome totalmente impróprio. Dos quatro nomes que recebeu só “Império” é adequado. No tocante aos outros três, nunca foi “Sacro”, nunca foi “Romano”, e, embora tenha se localizado no Ocidente, ele sempre esteve longe de ser “Ocidental”, isto é, de cobrir sequer a maior parte das regiões que são consideradas como parte do Ocidente.

Na verdade, o Sacro Império Romano do Ocidente começou sendo Franco (Francês) e não Germânico (Alemão). Seu início se deve à tentativa de Carlos Magno (Charlemagne) de recriar o Império Romano no Ocidente – império que havia deixado de existir em 476 AD, quando o Ocidente foi invadido pelos povos do Norte, antigamente chamados de Bárbaros – hoje chamados de Germânicos (o mais certo seria chama-los de Franco-Germânicos), porque o epíteto anterior passou a ser considerado politicamente incorreto… Esses povos incluíam os Francos, os Germânicos, os Godos, os Visigodos, os Ostrogodos, etc. Quase todo mundo que passou pela escola já ouvi falar neles.

A parte mais ou menos central da Europa, ao Leste da Espanha e ao Oeste dos daquilo que hoje se considera o Leste Europeu, passou a ser habitado por uma mistura de povos Francos e Germânicos que, por um tempo se deram razoavelmente bem.

Ali se estabeleceu, logo depois da queda do Império Romano no Ocidente (476 AD, como já dito) uma dinastia chamada de Merovíngia, que ali exerceu o poder de 476 até por volta de 750. A fundação dessa dinastia é atribuída a Clóvis, um líder franco, que assumiu o poder no vácuo da queda do Império Romano e o repassou aos seus descendentes até por volta de 750. Na verdade, os Francos já estavam confortavelmente instalados na região (inicialmente conhecida como Gália) desde 457, apenas esperando o fim do Império Romano no Ocidente… Por isso se diz que eles governaram a região (que passou, gradualmente, a ser chamada de Francia) por cerca de 300 anos.

Na verdade, quem levou os Francos a se instalarem nessa região privilegiada da Europa foi Meroveco, mas ele foi sucedido por seu filho Childerico, que se proclamou rei da Gália e governou a região de 457 até 481, quando foi substituído por seu filho Clóvis (neto de Meroveco), que governou a região de 481 a 511, conseguindo unir todo o território da Gália (e um pouco do território da região chamada de Alemania) sob o seu poder, sendo o primeiro a ser chamado de “Rei dos Francos”, isto a partir de 496. Em homenagem ao pater familias Meroveco, a dinastia foi chamada de Merovíngia.

Clóvis é um personagem interessante. Ele não era muito chegado a questões religiosas. Na realidade, como todo mundo naquela época, ele acreditava em um Deus, mas, no tocante a Jesus Cristo, ele endossava a tese chamada da ariana, de que Jesus foi um homem muito bom, um mestre e profeta, talvez até o melhor de todos os homens que havia vivido até então, mas Deus ele não era. No entanto, ele se casou uma princesa anglo-saxã, de nome Clotilda (o pessoal daquela época não era muito bom de nome), que era uma cristã razoavelmente ortodoxa, que chamou a si a tarefa de converter Clóvis à ortodoxia do Cristianismo dominado por Roma. O Império Romano deixou de existir  no Ocidente, mas a sua “superestrutura” religiosa continuou a cargo da Igreja Cristã Ocidental, de fala latina, com sede em Roma, que era a religião oficial do Império desde 381. Há semelhanças interessantes entre Clóvis e Constantino. Este tinha uma mãe cristã, Helena (que, depois, virou Santa). Clóvis tinha uma mulher cristã, Clotilda. Da mesma forma que Helena azucrinou a vida de Constantino até ele virar cristão (antes ele era pagão), Clotilde não deu sossego a Clóvis, tentando a mesma coisa. Talvez conhecedor da história de Constantino, Clóvis resolveu, como Constantino, cerca de 180 anos antes dele fazer um trato com o Deus Cristão: se este o ajudasse a ganhar uma batalha importante que tinha pela frente, ele se converteria ao Cristianismo Romano. Ganhou e cumpriu sua parte – tudo como Constantino havia feito antes dele.  No Dia de Natal de 496 Clóvis foi batizado, recebeu a bênção do Papa, ficando em excelentes relações com a Igreja Católica, e prometendo defender a fé cristã católica, em sua versão agora ortodoxa. É possível afirmar que esse pessoal antigo tinha uma teologia que nada ficava a dever à atual Teologia da Prosperidade. Clóvis ficou tão famoso dentro da Igreja que Gregório, bispo de Tours, na Francia, mais tarde escreveu uma biografia de Clóvis, na qual o chama de… Constantino Redivivo, porque ele teria salvado o Cristianismo do risco de se tornar Ariano, e, portanto, herege.

Como já disse, essa dinastia governou até por volta de 750, acabando por causa do que pode ser descrito como um detalhe triste. No Século 8 os reis merovíngios começaram a gostar da voa vida, foram ficando preguiçosos e se gradualmente se afastaram das tarefas governamentais, assumindo apenas um papel cerimonial, e deixando que a governança do reino, propriamente dita, fosse exercida pelo chamado “Prefeito da Corte” (algo como o Secretário Executivo de um ministério brasileiro hoje): o rei aparece diante do equivalente das câmeras de então e o seu prefeito trabalha. Mas o povo percebeu isso, e começou a chamar os reis merovíngios de “rois fainéants”, expressão que pode ser traduzida como “reis que nada fazem”, ou, mais cruamente, “reis vagabundos”. Assim, os Prefeitos da Corte começaram a ficar mais famosos e populares do que seus respectivos chefes. Provavelmente o leitor já terá ouvido falar de Carlos Martel (Martelo), de Pepino III, conhecido como “Short” – o Baixo, apelido também traduzido como Curto, ou, então, o Breve. É uma questão histórica interessante estudar a etiologia do apelido. Esses dois foram Prefeitos. Ninguém nunca lembra de que rei eles foram prefeitos.

Carlos Martel foi o primeiro Prefeito a realmente ofuscar, com seu brilho, o rei a quem ele deveria servir. Mas ele ficou na dele. Foi seu filho, Pepino III (o Baixo / Curto / Breve) que, em 752, cheio de ter o trabalho mas não a honra, propôs, num tête-à-tête, ao Papa Zacarias que declarasse o último rei merovíngio, Cloderico III, deposto por prevaricação (na realidade, vagabundagem), e consagrasse Pepino III (o próprio), Rei dos Francos, dando início, assim, a uma nova dinastia, que, em homenagem ao pai do Pepino, Carlos (Carolus, em Latim) Martel, veio a se chamar Dinastia dos Carolíngios. Como se vê, o Pepino podia ser curto, mas não era bobo. Ele governou a região como Rei dos Francos de 752 até 768, quando morreu. (Como Prefeito da Corte ele exerceu o poder de 741 a 752).

Mas a coisa mais esperta que Pepino III fez foi tornar-se pai de ninguém menos do Carlos Magno, Charlemagne, aquele que os alemães honram até hoje como Karl, der Grosse (Grosse, em Alemão, é grande, não grosso).

Carlos Magno foi Rei dos Francos de 768 até 800. Nesse período expandiu consideravelmente os seus domínios, unificando-os com mão forte, e vindo a governar até mesmo toda a Alemania.

Mas Carlos Magno fez mais duas coisas espertas, que justificam a sua fama até hoje:

  1. Mudou a capital do Reino do dos Francos para Aachen (Aix-la-Chapelle), que já fica claramente em território germânico, e mudou-se para lá, de modo a ficar mais fácil detectar e cortar pela raiz algum eventual arroubo libertário dos alemães;
  2. Propôs ao Papa da época que, já que ele, Charlemagne, agora dominava basicamente toda a parte central da Europa, não ficava bem que ele se designasse apenas “Rei dos Francos”, propondo que fosse designado e coroado como “Imperador do Sacro Império Romano no Ocidente” – e oferecendo, em contrapartida, proteção política e militar ao Papa e aos amplos Territórios Papais na Itália (que haviam sido doados à Igreja por seu pai, Pepino III).

O Papa concordou. No dia de Natal de 800, Carlos Magno se tornou o primeiro imperador do novo império. Governou, nessa condição, até 814, quando morreu.

Em 796 Carlos Magno começou a construir aquela que é uma das mais belas catedrais do mundo medieval: a Catedral de Aaachen (Aachener Dom). Aqui vai uma foto dela hoje:

Antes de morrer, porém, Carlos Magno fez uma grande besteira. Apesar do que lhe havia custado conquistar, unificar e consolidar os territórios enormes sobre os quais reinava, resolveu sucumbir a um valor plebeu: o igualitarismo… Sentido próxima a morte, dividiu seu reino entre seus quatro filhos – que começaram, assim que ele morreu, a brigar entre si para ampliar sua cota…

Todo o esforço de Carlos Magno acabou por se desmagnificar a partir de sua morte, em 813 AD.

O Império só veio a ser reconstituído, e mesmo assim, apenas parcialmente, por Oto, que viveu de 912 a 973, e que, como indica o seu nome, era germânico. Na bagunça que estava o império, ele se proclamou Rei dos Germânicos a partir de 936 e, a partir de 962, com o beneplácito papal,  Imperador Romano. Dessa reconstituição a Gália (Francia) não mais fez parte, tornando-se um poder autônomo. Mas estava reconstituído algo ainda de enormes proporções que merecia ser chamado de Sacro Império Romano no Ocidente. Só que, agora, o adjetivo “Germânico” acabou sendo introduzido no nome: Sacro Império Romano-Germânico no Ocidente. Por vezes, o “Romano” até ficava de fora, por ter se alevantado um valor maior: a Germania, ou seja, a Alemanha.

Esse Império Germânico durou de 962 até 1871, quando a Alemanha Moderna foi constituída. Ou seja, durou por mil 909 anos. Se acrescentarmos a esses os 162 anos de quando Charlemagne se tornou Imperador Romano até Oto tornar-se Imperador Romano, temos 1071 anos. Um império de mais de mil anos. Este é o Primeiro Reich.

Na verdade, esse Primeiro Reich terminou, na realidade, em 1806, quando Napoleão bagunçou toda a estrutura política da Europa com suas guerras e o seu poder. Mesmo assim, de 800 a 1806 dá mais de mil anos [1].

Os alemães consideram esse primeiro Reich como tendo sido fundado por Carlos Magno, que, na Alemanha, nunca é chamado de Charlemagne, mas, sim, de Karl, der Grosse. Seu corpo está, num sarcófago de ouro, no altar da Catedral de Aachen, para a admiração geral. Seu trono está visível no centro da parte de cima da mesma catedral, aquela parte que chamamos aqui no Brasil de “Galeria Central”, bem de frente para o altar. É como se o arcebispo ficasse lá embaixo, protegendo o corpo do Imperador, mas o espírito deste, representado pelo poder de seu trono, ficasse mais alto, acima do arcebispo… Metáforas, ainda que puramente visuais, são coisas importantes.

Hitler pretendia que o Reich que ele tentou implantar também durasse pelo menos mil anos. Durou, no máximo, doze.

2. O Segundo Reich

O chamado Império Alemão (Deutsches Reich) existiu desde a Unificação da Alemanha, sob o comando da Prússia, em 1871, até a abdicação do Kaiser Guilherme II, ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1918. Ele foi basicamente dominado pela Prússia. Seu fundador foi o Guilherme I, Rei da Prússia, da dinastia dos Hohenzollern, e sua fundação se deu, por ironia, nas dependências do Palácio de Versalhes, em 1871. A Áustria, é bom que se diga, não foi incluída no Império Alemão.

O Segundo Reich teve, portanto, duração curta: menos de 50 anos.

Seu principal personagem foi o Chanceler Otto von Bismarck. Até 1879 sua gestão foi relativamente liberal, mas, depois dessa data, tornou-se mais e mais conservadora, envolvendo a Alemanha numa busca de poder colonial que a levou a ser o Terceiro Poder Colonial do mundo, atrás apenas da Inglaterra e da França. Bismarck ficou no poder até 1890, saindo com a ascensão ao trono de Guilherme II. Durante a gestão de Bismarck a Alemanha se tornou a maior potência industrial da Europa – e uma potência colonialista também.

Com a ascensão de Guilherme II, a Alemanha se envolveu em diversas atividades interpretadas como hostis e belicosas pelos seus concorrentes, mormente a Inglaterra e a França, preparando o terreno para o que viria a ser a Primeira Guerra Mundial.

Em 1879 o Império Alemão firmou uma Dupla Aliança com a Áustria, que veio a se expandir, em 1882, com a entrada da Itália na Aliança, que se tornou, assim, a Tríplice Aliança.

Estava assim preparado o cenário para a Primeira Guerra Mundial, embora, quando esta foi deflagrada, em 1914, a Itália tenha saído da Tríplice Aliança, sendo ali substituída pela Turquia (ainda como Império Otomano).

Com a derrota da Alemanha na Guerra, o Império Alemão foi desconstituído, tornando-se o país uma república. Caberia a esta enfrentar o desafio de reconstruir o país.

De qualquer forma, o Segundo Reich teve duração curta: menos de 50 anos, como se viu. A duração do Terceiro Reich seria ainda bem mais curta.

3. O Império Nazista

A história aqui é bem mais conhecida, porque se confunde com a História da Segunda Guerra Mundial. Vou me dispensar de relata-la, portanto. Basta registrar que o Império Nazista durou apenas 12 anos, se seu início for contado a partir da data em que Hitler se tornou Chanceler da Alemanha. Se ele foi considerado a partir do início da guerra, propriamente dita, quando o império começou a ser construído, sua duração cai pela metade.

Conclusão

Termino citando as palavras com que William L. Shirer conclui seu livro The Rise and Fall of the Third Reich – A History of Nazi Germany:

“Depois de doze anos, quatro meses e outo dias, uma Era de Escuridão ( . . . ), que era para ter sido um Reino de Mil Dias, chegou ao seu final. Ela chegou a levar essa grande nação, e seu povo habilidoso e trabalhador, mas frequentemente mal liderado, aos píncaros do poder e da conquista que eles nunca antes haviam sido capazes de vivenciar. Agora tudo se dissolvia de forma tão repentina e completa para a qual há pouquíssimos paralelos na história. Em 1918, depois da derrota na Primeira Guerra, o Kaiser fugiu, a monarquia despencou, mas as demais instituições que davam suporte ao estado permaneceram, permitindo que um governo escolhido pelo povo pudesse continuar em funcionamento. O núcleo do exército alemão não foi destruído, e os Serviços Gerais do estado continuaram a funcionar. Mas na primavera de 1945 o Terceiro Reich simplesmente deixou de existir. Não havia mais, em nenhum nível que se possa imaginar, alguma autoridade alemã que tivesse sobrevivido. Os milhões de soldados, da infantaria, da força aérea, da marinha, eram prisioneiros em sua própria terra. Os milhões de civis que sobreviveram eram governados, até mesmo nas menores vilas, pelas tropas estrangeiras que haviam conquistado a Alemanha. Dessas tropas a população alemã remanescente dependeu para obter a comida e a energia que pudessem mantê-la viva. Foi a esse estado de coisas que as loucuras de Adolf Hitler levou a Alemanha. A loucura da própria população ao seguir seu líder tão cegamente lhes trouxe a miséria total – embora, surpreendente, tenha gerado muito pouco ressentimento e amargura contra ele, o principal responsável pela desgraça que lhes sobreveio. Meses depois, o povo estava lá, tentando alimentar os famintos, curar os feridos, confortar os aflitos. Mas ressentimento contra quem os pôs naquela situação havia relativamente pouco. Quando chegou o inverno, tremendo em seus trapos, o povo tentava se abrigar nos buracos que as bombas dos então inimigos haviam criado, mas que agora eram os únicos lares que tinham. Assim vivia o povo. A terra dos alemães havia se tornado um vasto deserto coberto de entulho. O povo alemão não tinha sido destruído, como Hitler, que havia destruído tantos outros povos, queria, ao final da guerra, que tivesse sido, quando ordenou que seus comandados arrasassem todo o país para que nada sobrasse para os ocupantes. O povo, em parte, sobreviveu. Mas o Terceiro Reich só ficou na história. [2]

Na sequência, a Alemanha foi dividida. Em 1991 se reunificou. É hoje, mais uma vez, o país mais forte da Europa. Procura liderar o território que um dia quis controlar e em que um dia quis mandar. Espero que a Alemanha e a Europa tenham aprendido sua lição. Mas acho difícil que isso tenha acontecido.

NOTAS

[1]   De certo modo e em alguns aspectos o Império Austro-Húngaro, que não foi grandemente afetado por Napoleão, continuou a carregar a bandeira do Império Romano(-Germânico) do Ocidente até o final da Primeira Grande Guerra (1918). A Hungria se recusava a integrar um Império Germânico, tanto que Sissi (Elizabeth), mulher do Imperador Franz Joseph, do Império Austro-Húngaro, foi declarada Rainha da Hungria – sem que ele fosse considerado rei dos húngaros… Esta é a Sissi do filme – a famosa trilogia: Sissi; Sissi, a Imperatriz; e Sissi e Seu Destino. Quando o Sacro Império Romano(-Germânico) do Ocidente foi declarado extinto em 1806, o então Imperador, Francisco II, que pertencia à Dinastia dos Habsburgos, tradicionalmente austríaca, ele continuou a ser, agora como Francisco I, o Imperador do Império Austro-Húngaro. Foi sucedido em 1835 por Fernando I, que governou até 1848, quando assumiu Francisco José I (às vezes chamado de Francisco II), que governou até 1916. Este o marido de Sissi. Em 1916 assumiu o trono Carlos I, que apagou as luzes do Império e fechou-lhe as portas em 1918. Todos os Imperadores têm o título de I, mesmo que não tenha havido um II. Com o término do Império, criou-se a República da Áustria que, entretanto, durou apenas até 1933, quando, pelo chamado Anschluss, foi anexada pela Alemanha Nazista, só reganhando independência em 1945, ao final da guerra. Mesmo assim a Áustria continuou ocupada pelos Aliados até 1955.

[2]   William L. Shirer, The Rise and Fall of the Third Reich: A History of Nazi Germany (RosettaBooks. Kindle Edition. 2011. Kindle Locations 26937-26950).

Em Salto, 18 de Dezembro de 2017.

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Categories: Alemanha, Segunda Guerra Mundial, Terceiro Reich, World War II

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