Elizabeth II (1926-2022) e seus Ascendentes

1. A Princesa Elizabeth e seus Pais: 1926 

Elizabeth, a Princesa de Windsor, que se tornou a Rainha Elizabeth II, nasceu em 21.4.1926. Seu nome completo era Elizabeth Alexandra Mary Windsor. Seu pai (ela era a filha mais velha) era o Príncipe Albert Frederick Arthur George, que era bisneto da celebrada Rainha Victoria. Sendo filha do bisneto, Elizabeth era, evidentemente, trineta da Rainha Victoria. Antes de casar-se, a mãe de Elizabeth tinha o mesmo primeiro nome dela, mas sobrenomes diferentes. Chamava-se Elizabeth Bowes-Lyon. Albert e Elizabeth, os pais da Princesa Elizabeth, se casaram no ano de 1923.

2. Os Avós Paternos da Princesa Elizabeth: 1910-1936 

O Príncipe Albert, pai da Princesa Elizabeth, era o segundo filho do Rei George V (George Frederick Ernest Albert) com a Rainha Consorte Victoria Mary (filha do Duque de Teck e conhecida como “Mary de Teck”, mas tendo o nome completo de Victoria Mary Augusta Louise Olga Pauline Claudine Agnes). O Rei George V e a Rainha Consorte Mary de Teck, foram os avós paternos da Princesa Elizabeth, que veio a se tornar a Rainha Elizabeth II. Eles eram, naturalmente, os pais do Príncipe Albert, o pai da Princesa Elizabeth. 

O Rei George V reinou de 1910 até o primeiro mês de 1936, quando morreu. Ele era o Rei da Grã-Bretanha durante a Primeira Guerra Mundial, sendo obrigado a guerrear contra dois dos seus primos, também netos da Rainha Victoria, o Imperador da Alemanha e o Tzar da Rússia. Quase no final da guerra, em 1917, por causa do sentimento contrário à Alemanha na Inglaterra, o Rei George V mudou o nome de sua dinastia, de Saxe-Coburg e Gotha para Windsor. A diferença nos nomes é digna de nota. Ele se tornou o primeiro monarca dessa dinastia. Os seus pais haviam sido o Rei Edward VII, filho da Rainha Victoria, e a Rainha Consorte Alexandra (antes de casar-se, Princesa da Dinamarca). Registre-se que, durante o reinado de Edward VII, o Príncipe George, que seria o Rei George V, era o segundo na lista de herdeiros. Mas seu irmão mais velho morreu antes de seu pai, e o Príncipe George veio a herdar não só o trono: “herdou” também a noiva de seu falecido irmão… Aparentemente, o sofrimento da perda do irmão mais velho, por parte do Príncipe George, e da perda do noivo, por parte da Princesa Mary de Teck, aproximou os dois e eles verdadeiramente se apaixonaram e vieram a se casar. A Rainha Victoria, avó do Rei George V, havia sido, em um determinado momento, a nona da lista de herdeiros – e chegou ao trono. O Rei George V era o segundo, depois de seu irmão, mas chegou ao trono.

O Rei George V e a Rainha Mary de Teck, antes de ter o Príncipe Albert, pai de Elizabeth, tiveram outro filho, seu primogênito, chamado Príncipe Edward, em homenagem ao avô. Seu nome completo era Edward Albert Christian George Andrew Patrick David. Ele era o Príncipe em Primeiro Lugar na Linha de Sucessão ao trono do Rei George V (que tinha o título de Priíncipe de Gales). Foi educado para ser rei. Tinha características de líder. Na realidade, veio a ser rei, em Janeiro de 1936, quando seu pai morreu, com o nome de Rei Edward VIII. Mas reinou só de Janeiro a Dezembro de 1936 – não chegou a 11 meses no trono (lá ficando de 20.1.1936 a 11.12.1936). Foi forçado a abdicar por não querer renunciar ao amor de Wallys Simpson, e não poder se casar com ela, porque, além de americana, e, portanto, não cidadã britânica, era divorciada. A história rendeu muito – e é bem conhecida.

3. O Pai da Princesa Elizabeth Ascende ao Trono: 1936 

Com isso, o Príncipe Albert, segundo filho de George V, assumiu o trono, em 11.12.1936, como Rei George VI. Além de nunca haver se preparado para ser rei, porque não esperava sê-lo, e desejava viver uma vida simples e simples com sua mulher e as duas filhas (as Princesas Elizabeth e Margareth), o novo rei era gago. Terrivelmente gago. E, natural e compreensivelmente, sofria de enorme timidez. E agora era Rei da Grã-Bretanha e vários outros países, em diversos continentes, em um momento muito difícil, porque o crescimento do poder de Hitler, na Alemanha, ameaçava toda a Europa. Uma nova Guerra Mundial parecia apontar no horizonte europeu. Filho de Mary, casado com Elizabeth, pai de Elizabeth e Margareth. Um homem só. Vale a pena ver o filme The King’s Speech (O Discurso do Rei), de 2010. Com Colin Firth. O filme ganhou o Oscar de Melhor Filme, Firth ganhou o Oscar de Melhor Ator, Tom Hooper ganhou o Oscar de Melhor Diretor, e David Seidler ganhou o Oscar de Melhor Enredo Original. Querem mais do que isso? Os QUATRO Oscars mais importantes foram para o filme – que foi indicado para ainda mais OITO Oscars. Quem ainda não viu o filme está perdendo uma obra prima.

Quando se tornou rei, George VI, em 11.12.1936, o pai da Rainha Elizabeth II, estava para fazer 41 anos (havia nascido em 14.12.1895). Quando morreu, em 9.2.1952, tinha acabado de fazer 56 anos. Reinou, na verdade quinze anos apenas. A Princesa Elizabeth, viveu dez anos, de 1926, quando nasceu, até 1936, quando seu pai se tornou Rei, nunca sequer imaginando que tinha uma chance de vir a ser Rainha da Grã-Bretanha um dia. Mas em 1936 ela se tornou a herdeira presuntiva — a menos que seus pais viessem a ter um filho homem, que, naquela época, e até 2013 (sic!), passava na frente de qualquer herdeira (sic) presuntiva do trono. Mas o Rei George VI estava muito ocupado e preocupado para pensar em ter outro filho, um filho homem dessa vez. Havia a gagueira e a timidez dele. Havia a guerra que, menos de três anos depois de ele assumir o trono, se tornou uma realidade. Pode-se dizer que ele estava apavorado. Antes de a guerra começar ele visitou o Presidente Franklin Roosevelt na propriedade rural deste, nos Estados Unidos. Uma noite, conta a história, depois de tomarem umas e outras, o Rei se lamentou para o Presidente acerca de sua gagueira. Levou uma lição de moral. O Presidente lhe disse algo assim: Quer trocar sua gagueira pela minha paralisia? Touché. O Rei virou outra pessoa naquela noite. Mas a pressão da função que ele exercia e o peso que ele suportou para exercê-la bem e ganhar a guerra (com a inestimável ajuda do seu amigo americano) cobraram o seu preço. A sua saúde pagou o preço. Morreu razoavelmente jovem. A essa altura da história, sua filha acreditava que poderia vir a substituir seu pai, mas não acreditava que seria tão cedo. Imaginou que iria demorar bem mais, porque seu pai era relativamente novo. Também não estava preparada para ser Rainha, quando a hora chegou – nem queria. Mas, noblesse oblige.

4. A Princesa Elizabeth de Windsor Ascende ao Trono: 1952

No trono, além de todas as outras dificuldades, teve de enfrentar uma “raposa velha”. Sir Winston Churchill, que havia sido Primeiro-Ministro durante a guerra, no reinado de seu pai, perdeu o cargo quando a guerra terminou, em 26.7.1945 – mas o reconquistou três meses e nem meio antes de Elizabeth se tornar Rainha: em 26.10.1951. A “raposa velha” e matreira contra a jovem ingênua e inexperiente. Ele havia nascido em 1874. Em 1952, quando ela assumiu o trono, tinha 78 anos. Minha idade até uma semana atrás. Ela não tinha ainda 26 anos. Tinha a idade de minha filha Bianca, que poderia ser minha neta… Ele a fez aguardar pela Coroação dela. Ela esperou até 2.6.1953, durante quase quinze meses, pela Coroação. Enquanto ela não estivesse coroada, ela era a garantia de que o Parlamento não teria coragem de infligir a Churchill uma derrota. Com seu jeito simples, tranquilo, calmo, maneiro, ao final foi ela que lhe infligiu a derrota que ele temia do Parlamento. Ele durou até 5.4.1955 no cargo. Ela ficou até a semana passada – até 8.9.2022.

Mas em 1952, no dia em que seu pai morreu, 6.2.1952, ela se tornou a Rainha Elizabeth II, e sua mãe, que até então era Elizabeth, a Rainha Consorte, se tornou Elizabeth, a Rainha Mãe. A Princesa adotou, como Rainha, o seu próprio nome, e apôs a ele o qualificativo “Segunda” (Elizabeth II), porque, no século 16, havia havido uma Rainha chamada Elizabeth na Inglaterra, que, com a ascensão de Elizabeth II ao trono, precisou ser chamada de Elizabeth I (Reinado: 1558-1603). Elizabeth I por 45 anos, um bom tempo. Mas Elizabeth II reinou por um pouco mais de 70 anos e meio (70 anos e 214 dias para ser preciso), sendo o monarca de reino mais longo no Reino Unido e na Inglaterra (ultrapassando até mesmo sua trisavó, a Rainha Victoria, que reinou por 63 anos e meio).

5. Ascendentes mais Distantes da Rainha Elizabeth II

Elizabeth II foi filha do Rei George VI (Reinado: 1936-1952), neta do Rei George V (Reinado: 1910-1936), bisneta do Rei Edward VII (Reinado: 1901-1910), trineta da Rainha Victoria (Reinado: 1837-1901), tetraneta do Príncipe Edward (pai de Victoria, que não foi Rei), e Pentaneta do Rei George III (1760-1820), que era Rei da Inglaterra quando as 13 Colônias Americanas se tornaram independentes em 1776. O Rei George III, que reinou de 1760 a 1820, foi o Rei Inglês (Rei, isto é, homem) que mais tempo reinou (60 anos) e o terceiro Monarca Inglês na duração do seu reinado. Ele sucedeu ao seu pai, Rei George II (Reinado: 1727-1760), que, por sua vez, sucedeu ao seu pai, Rei George I (Reinado: 1714-1727), iniciador da Dinastia de Hanover e de outras dinastias oriundas da Alemanha. George I e George II nasceram na Alemanha e tinham o Alemão como língua materna. George III, porém, já nasceu na Inglaterra e tinha o Inglês como língua materna. Ele foi Rei da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda a partir de 1760, só que a Inglaterra e a Escócia haviam unido suas coroas, em 1707, formando o Reino Unido da Grã-Bretanha. Portanto George III foi,  de 1760 a 1801, Rei do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda. Quando a Irlanda se juntou ao Reino Unido, em 1801, formando o Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda, George III passou a ser Rei dessa nova entidade política, reinando nessa capacidade até sua morte em 1820. Nos nove anos finais do seu reinado (1811-1820), George III estava sem condições mentais de conduzir o governo, que foi exercido pelo seu filho mais velho, o Príncipe George. Quando o Rei morreu, em 1820, George ascendeu ao trono como George IV (Reinado: 1820-1830). O Rei George IV, ao morrer, em 1830, não tinha descendentes legítimos, de modo que o seu irmão mais novo assumiu o trono, como William IV (Reinado: 1830-1837). O Rei William IV, ao morrer, em 1837, também não tinha descendentes legítimos. Seria a vez de seu irmão mais novo, o Príncipe Edward, subir ao trono — mas ele havia morrido um pouco antes do Rei William IV. Foi assim que a Princesa Victoria, filha do Príncipe Edward, sobrinha dos dois reis anteriores, George IV e William IV, e neta do pai desses dois, George III, chegou ao trono em 1837, ocupando-o por longos 63 anos, até o início de 1901, quando morreu (22.1.1901). Quando ela subiu ao trono, em 20.6.1837, a Rainha Victoria, que havia nascido em 24.5.1819, ela tinha acabado de fazer dezoito anos. Em um determinado momento ela foi a nona na lista dos possíveis sucessores ao trono Britânico. E chegou lá. Ela se casou com o Príncipe Albert, da Bélgica, em 1840, que passou a ser Príncipe Consorte. Ele faleceu em 1861, deixando a Rainha desolada e até meio desorientada — e viúva pelos restantes quarenta anos de seu reinado. A Rainha Victoria, nos 21 anos em que ficou casada, teve nove filhos, para os quais ela conseguiu excelentes casamentos com membros das mais sólidas Casas Reais da Europa. [Vide o livro Queen Victoria’s Matchmaking: The Royal Marriages that Shaped Europe, de Deborah Cadbury.] Ao morrer Victória era chamada de “A Avó da Europa”, por ser avó, em alguns casos mãe, da maior parte das cabeças coroadas da Europa. [Vide o livro Grandmama of Europe: Crowned Descendants of Queen Victoria, de Theo Aronson.] A Primeira Guerra Mundial foi, na realidade, uma guerra entre três netos da Rainha Victoria, que ocupavam os tronos do Reino Unido, da Alemanha e da Rússia (na época não havia a União Soviética ainda). Por ocasião da Primeira Guerra Mundial governava o Reino Unido o Rei George V, avô da Rainha Elizabeth. (Durante a Segunda Guerra Mundial o Rei do Reino Unido era George VI, pai da futura Rainha Elizabeth II). 

6. O Casamento da Rainha Elizabeth II: 1947 

Antes de ascender ao trono britânico, a Princesa Elizabeth casou-se com Philip, Príncipe da Grécia e da Dinamarca. Ele nasceu na Grécia (Corfu), mas na família real tanto da Grécia como da Dinamarca, o que explica os seus títulos. Mas, mais remotamente, ele era descendente de alemães: seus avós maternos eram alemães — o sobrenome deles era Battenberg. No verão de 1946, o Príncipe Philip solicitou ao Rei George VI permissão para se casar com sua filha mais velha, a Princesa Elizabeth de Windsor. O rei concedeu permissão, em princípio, mas estabeleceu algumas condições: (a) que o Príncipe Philip renunciasse a seus títulos na Grécia e na Dinamarca, (b) que ele se tornasse um cidadão britânico naturalizado, e (c) que ele se convertesse da Igreja Ortodoxa Grega para a Igreja Anglicana. Somente depois de cumpridas todas essas condições poderia o seu noivado com a Princesa Elizabeth, futura Rainha da Inglaterra, ser oficializado e anunciado. Ele fez tudo o que o Rei George VI lhe exigiu e em Julho de 1947 o noivado foi oficialmente anunciado. Antes de se tornar cidadão britânico Philip, porém, Philip, que não tinha sobrenome, adotou o nome de Philip de Mountbatten. Este, como assinalei, era o nome de seus avós maternos, na Alemanha. O casamento se deu em 20.11.1947. Um dia antes do casamento o Rei outorgou a Philip o direito de ser tratado como Sua Alteza Real (His Royal Highness). No dia do casamento ele foi agraciado com os títulos de Duke de Edinburgh, Conde de Merioneth e Barão de Greenwich. Só em 1957 a Rainha Elizabeth outorgou a ele o título de Príncipe do Reino Unido. A partir de então ele foi “Príncipe Philip”, simplesmente.

Mas para dar uma satisfação ao povo britânico, que não havia ainda pago suas dívidas de guerra, nenhuma das três irmãs de Philip foi convidada para o casamento. Também não foi convidado o tio da futura Rainha e irmão do Rei, o ex-Rei Edward VIII.

Em Novembro de 1947, quando a Princesa Elizabeth se casou, não estava ainda definido que ela era a definitivamente a primeira da linha de sucessão ao Rei George VI. Como dito atrás, este, nascido em Dezembro de 1895, estava basicamente com 52 anos, e poderia ainda ter um filho homem, que, conforme a legislação vigente então, passaria a ser o primeiro na linha dos herdeiros ao trono. Mas o Rei George VI morreu em Fevereiro de 1952, sem ter um filho homem ou mesmo outras filhas. Foi só com a morte dele que ficou claro que a Princesa Elizabeth, a menos que morresse antes do pai, seria sua sucessora (como Elizabeth II), e que Philip seria o Príncipe Consorte. Por alguma razão, que ninguém explica, não se chama o marido da Rainha de Rei Consorte, mas, sim, de Príncipe Consorte. No caso da mulher do Rei, ela pode ter o título de Rainha Consorte outorgado a ela (não o de Princesa Consorte). É esse o atual título da mulher do Rei Charles III, filho mais velho de Elizabeth II, por expressa determinação da Rainha (em uma declaração formal que ela fez quando completou 70 anos de reinado, em Fevereiro deste ano de 2022), e isto porque sempre poderia haver alguém a sugerir que a mulher de Charles, por ser sua segunda mulher, não deveria ser chamada de Rainha Consorte, devendo continuar a usar o título de Duquesa da Cornualha (Cornwall). Porque a mulher do Rei de fato é Rainha Consorte, mas o marido da Rainha de fato é apenas Príncipe Consorte, é um daqueles costumes tradicionais que, no fundo, são inexplicáveis racionalmente.

7. A Morte da Rainha e a Ascensão ao Trono de Charles III: 2022 

Com a ascensão ao trono do Rei Charles III, seu sucessor é seu filho mais velho, Príncipe William, que, com a ascensão do seu pai ao trono, herda, o título de Príncipe de Gales (que é sempre o título do primeiro na linha de sucessão). Kate, a mulher do Príncipe William, já é, também, Princesa de Gales. Quando (e se) o Príncipe William se tornar Rei, Kate será, com toda certeza, agraciada com o título hoje de Camilla: Rainha Consorte. Camilla, se viva, não será Rainha Mãe, porque não é a mãe do Príncipe  William, que então será Rei.

É interessante que Camilla, a mulher do Rei Charles III, que, antes de sua mãe morrer, era o Príncipe de Gales (Wales), não tinha o título de Princesa de Gales. Ela era, simplesmente, a Duquesa da Cornualha, título que lhe foi dado quando ela se casou com Charles, o então Príncipe de Gales. Uma vez mais, esta é uma das peculiaridades, ou arbitrariedades, nos costumes que regem a vida da família real britânica. Outras famílias reais também têm as suas.

Há mais algumas curiosidades em torno do Príncipe Philip e o nome que ele adotou ao se naturalizar britânico: Philip de Mountbatten. Essa é uma anglicização do nome de seus avós maternos, alemães, cujo nome na realidade era Battenberg (Berg=Monte, em Alemão, como Mount=Monte, em Inglês). Assim, Battenberg virou Mountbatten, invertendo a ordem dos dois termos, e removendo um pouco do som germânico do termo composto. Esta é a primeira curiosidade.

A segunda curiosidade é que a Rainha Elizabeth determinou, em 1960, que os seus descendentes com o Príncipe Philip que fizessem parte da linha de sucessão ao trono, adotariam apenas o sobrenome Windsor, mas os que estivessem fora da linha de sucessão ao trono poderiam adotar o nome composto Mountbatten-Windsor… O Príncipe Consorte não gostou nada dessa decisão, mas a engoliu. Os dois filhos do Príncipe Harry, filho do atual Rei, usam o sobrenome Mountbatten-Windsor. Talvez parte da rebeldia de Harry.

Consta da mídia britânica dos últimos dias, que quando a Rainha Elizabeth morreu, o pai dos “meninos”, agora Rei Charles III, convocou os dois, teve uma conversa séria de 45 minutos com cada um, e, depois, outra de 45 minutos com os dois juntos. E lhes disse em termos sem nenhuma obscuridade ou ambiguidade que quer os dois filhos, e suas mulheres, vivam em paz, “de bem”, uns com os outros, e estejam juntos em suas aparições especiais, como as visitas à calçada do Palácio para agradecer os visitantes que ficavam lá parados, muitos tendo trazidos flores, depois da morte da Rainha. Os dois irmãos, William e Harry, com Kate e Meghan, estavam lá, juntos e de cara boa, se bem que não sorrindo um para o outro, dada a natureza da ocasião. Desobedecer ao pai é coisa séria – principalmente quanto ele é Rei e está nos primeiros dias de um reinado pelo qual teve de esperar 73 anos.

[Uma coincidência no meu plano pessoal: A Rainha Elizabeth I nasceu no dia do meu aniversário, Sete de Setembro, no ano de 1533, 390 anos antes de mim; a Rainha Elizabeth II morreu um dia depois do meu aniversário, em 8.9.2022, quando eu já estava vivendo meu octogésimo ano de vida. Como diria Tadeu Schmidt, apresentador da funesta Rede Globo: “O que significa isso?” A resposta que ele dava era: “Nada, absolutamente nada”.]

Para os descendentes da Rainha Elizabeth II, vide meu artigo “Os Descendentes da Rainha Elizabeth II (Versão Revista)”, publicado, na data de hoje, neste meu blog Chaves Space, no endereço https://chaves.space/2022/09/13/os-descendentes-da-rainha-elizabeth-ii-versao-revista/

Em Salto, 13 de Setembro de 2022



Categories: British Monarchy, Elizabeth II, Liberalism

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