Uma Conversa Solta sobre a Educação

A menos que me equivoque, quando eu entrei na escola – foi em 1952, mas deveria ter sido em 1950, só não tendo sido porque, segundo meu pai, não havia escola decente na recém fundada Maringá naquela época, as escolas públicas sendo dominadas por padres – havia os seguintes níveis de escolarização:

  • Pré-Escola
  • Escola Primária
  • Primeiro Ciclo da Escola Secundária (Ginásio)
  • Segundo Ciclo da Escola Secundária (Colégio, que poderia ser Clássico ou Científico)
  • Ensino Superior

Segundo consta, não havia ainda o que seria a Pós-Escola, a Pós-Graduação.

Hoje, a Pré-Escola passou a fazer parte da Educação Infantil, a Escola Primária passou a se chamar Ensino Fundamental I e ganhou mais um ano, o Ginásio passou a ser chamar Ensino Fundamental II e continuou com quatro anos, e o Colégio passou a se chamar Ensino Médio. Exceto pelo surgimento da Pós-Graduação, stricto sensu e lato sensu, depois do Ensino Médio não houve quase mudança. Na verdade, nem antes, exceto pelos nomes diferentes para designar os diversos níveis.

Mas houve mudanças. Na minha época só o Primário era de matrícula compulsória. Hoje a compulsoriedade vai até o Ensino Médio. Para mim, porém, tornar algo obrigatório na Educação é um retrocesso. Mas já faz tempo que não considero a escola como parte da Educação. Por isso venho brigando em favor da Desescolarização da Educação, na linha de Ivan Illich, John Holt e outros.

Nos últimos dias, no tempo que me sobrou, tenho lido um pouco de História da Educação Americana, em especial acerca da chamada “Common School” e da que veio a ser chamada “High School” – e acerca do inovador “College” que mesmo as mais inovadoras e melhores Universidades, como Harvard, ainda mantém, como uma estrutura menor, com relativa independência e corpo docente em grande medida próprio, dentro da estrutura mais ampla da Universidade (que têm também as Escolas Profissionais (Medicina, Direito, Teology (Divinity) e a Pós-Gradução. O College em geral é responsável pelo currículo dos dois primeiros anos da Universidade. No terceiro e quarto o aluno se “especializa” (como no Colegial brasileiro de antigamente) em uma de duas áreas (Arts, que equivale ao nosso Clássico, só que já no nível universitário, e Science, que equivale ao nosso antigo Científico – daí vindo o BA e o BS). Algumas universidades grandes permitem que os alunos que se destinam a uma das grandes escolas profissionais, Law e Medicina, se dediquem, no terceiro e quarto anos, a concentrar esforços nas áreas que mais contribuem para esses cursos. Os dois primeiro anos são comuns para todos os alunos e são de Educação Geral: Civilização Ocidental, Religião, Filosofia, Lógica, etc.

Acho esse sistema bem mais interessante do que o nosso. O aluno só precisa tomar uma decisão de cunho mais profissionalizante ao final dos quatro anos, embora a maior parte já tenha feito uma pré-opção ao final do terceiro ano.

Esse artiguinho simples está sendo escrito apenas para eu voltar a me habituar com o meu Dell Vostro, comprado há 11 anos, rodando Windows 10, porque meu querido MacBook está na Apple, em conserto, pois, de tão fininho, suas teclas estão começando a soltar pela segunda vez em quatro anos. Esse teclado do MacBook de 12” é um dos maiores vexames da Apple. Depois de quatro ou cinco anos, eles descontinuaram a fabricação do notebookinho, que é uma graça, só decepcionando no teclado.

Em Salto, 5 de abril de 2022. Amanhã meu neto Marcelinho completa 17 anos…



Categories: Liberalism

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