Eu, meu Pai e Les Pardaillan

Meu cachorro principal, o monarca da cachorrada, um Fila Brasileiro grandão, que vai fazer quatro anos agora no dia 30 de Agosto (nasceu em 2015), se chama Pipeau (por favor, pronúncia certa: Pipô). Quando eu morava em Marialva (1945-1948), no Paraná, numa chácara com uma casa grande, de madeira, com um sótão espaçoso, parecida com aquela casa do filme Psicose, meu pai tinha um cavalo que se chamava Galaor (pronúncia certa: Galaôr).

Atrás desses nomes meio exóticos de animais que foram e são parte da família há muita história… E essa história, longa e antiga, gira em torno dos Cavaleiros de Pardaillan, pai e filho, velho e moço.

Vou começar a contar a história por onde eu entro nela, ou ela em mim, não por onde ela de fato começa. Depois eu vou para trás, para, em seguida, ir para a frente… (Foi Graham Greene, em The End of the Affair, que me tornou consciente do fato de que, quando alguém vai contar uma história, não precisa começar, necessariamente, pelo início. Pode começar também pelo fim. Ou, então, pelo meio, em um ponto estratégico do passado, no meio da história, de onde se pode saltar, ora para o passado remoto, que contém o início da história, ora para o passado mais próximo, que contém o seu fecho. Há histórias que terminam em um clímax, num desfecho inesperado e marcante. Outras terminam assim como acontece com a morte natural, aos poucos, na hora certa, ou, quando está ficando frio demais, como quando a gente fecha um zíper para se agasalhar melhor (zíper que já foi chamado zipper e que, quando eu era menino, era chamado de “fecho éclair“, expressão que as pessoas menos cultas simplificavam para “fechicler”, algo assim).

No final de 1951 nós — os quatro membros de minha família naquela época (meu pai, minha mãe, meu irmão Flávio e eu) — saímos de Maringá, PR  para visitar os parentes de São Paulo e de Minas Gerais, alguns dos quais nós, as crianças, nem sequer conhecíamos. Fomos de Jeep Willys Overland, ano 1948, com capota de aço. Paramos primeiro em Campinas, SP para ver os avós maternos, José (Juca) e Angelina (Gina), os tios (tia Alice e tio Anello, ela a única irmã da minha mãe que sobreviveu a infância), e os primos (Anellinho e Márcia — os outros, Mário, Élcio e Anelice não existiam ainda). Aproveitamos para passar em São Paulo, para visitar o irmão mais velho do meu pai, tio Carlos, e sua mulher, tia Maria, com seus filhos Hulda, Júnia, Sônia e Márcio. De Campinas fomos para Belo Horizonte, visitar a avó paterna (Alvina), viúva desde 1926 do meu avô Carlos (Calico), e a única irmã do meu pai que sobreviveu a infância — e morreu solteira (tia Dulce). Lá vimos também o tio Mauro, irmão mais novo do meu pai — poeta, músico, desenhista, pintor, dançarino, boêmio e engenheiro agrícola nas horas de folga. Ele foi o único dos irmãos a se separar da mulher, a tia Esther, que eu nunca vi. Casou-se, nos anos setenta, com a Teresinha, que eu conheci. De Belo Horizonte fomos para Patrocínio, MG, visitar os outros irmãos do meu pai que sobreviveram a infância: o tio Raul (o segundo irmão mais velho), com sua mulher, Tia Catarina, e seus filhos, meus primos, Irene, Idilia e Júlio. De todos os tios e primos do lado paterno estes foram sempre os mais próximos. Creio que meu pai considerava o meu tio Raul seu irmão predileto. Certamente o mais engraçado e pitoresco. Lá visitamos também o tio Aldo, solteiro convicto, como a tia Dulce, ambos irmãos mais novos que o meu pai (ele mas mais velho que ela). Meus avós, tanto os paternos como os maternos, tiveram vários filhos que ou nasceram mortos ou morreram pequenos — algo comum naqueles tempos. No caso materno, só sobraram minha tia Alice (a mais velha) e a minha mãe (que se chamava Edith). No caso paterno, sobraram cinco, quatro homens e uma mulher, meu pai (Oscar) sendo o do meio. De Patrocínio voltamos para Campinas, no final de Janeiro de 1952, e nós, os dois meninos, fomos surpreendidos com a notícia de que não voltaríamos para o Paraná: iríamos nos mudar para Santo André, na Grande São Paulo (antigamente se dizia “Subúrbio de São Paulo”). Só o meu pai voltou para o Paraná para vender nossos móveis todos (eram poucos), dar vários de nossos pertences de presente (como o meu urso de pelúcia, o Dudu, the Puff, que minha tia Alice havia me dado quando fiz três anos), e empacotar o que restava e devia ser trazido para São Paulo. (Em 2010 a Paloma comprou, em Londres, um Dudu, the Puff igualzinho, e me deu de presente: ele fica na minha cama o dia inteiro, guardando o meu lugar, junto de uma coruja de pelúcia que minha filha mais nova me deu depois). Voltando, meu pai alugou uma casa em Santo André, comprou os móveis indispensáveis, e nos mudamos para lá em Fevereiro de 1952 — a tempo de eu, já maduro, no alto de meus oito anos e meio, poder começar, atrasadíssimo, o Grupo Escolar.

Para quem só havia morado, até aquele momento, em cidade de ruas de terra (todas elas, isto é, todas as cidades e todas as ruas), em casa de madeira, sem água corrente, sem eletricidade, sem chuveiro, só tomando banho de bacia, e com privada no fundo do quintal, Santo André da Borda do Campo era um deslumbre. Meu irmão e eu passávamos tempo sentados no parapeito da janela do único quarto da casa (em que havia apenas uma cama de casal e um beliche), simplesmente olhando a rua (na verdade, Avenida Santos Dumont), vendo passar os ônibus, os carros e as pessoas… Tudo era novidade.

Uma das novidades principais para mim é que em Santo André havia livrarias e bancas e jornal, onde se vendiam as principais revistinhas da Disney: Pato Donald, Mickey e Almanaque do Tio Patinhas. (Alguns meninos chamavam as revistinhas de gibizinhos, mas meu pai, sofisticado censor moral, fazia uma distinção clara entre gibi e revistinha da Disney: estas eram do bem, as outras, nem sempre). Logo meu pai começou trazer uns livros para casa da série “Os Pardaillan”, de autoria do escritor francês do início do século, Michel Zévaco. Eram dez romances históricos ao todo — e me parece que foram publicados naquela época, aqui no Brasil, um por mês, quase em série. Meu pai os devorava, minha mãe os lia religiosamente, e, naturalmente, esse fato me despertou a curiosidade: fiz o mesmo, comecei a lê-los e não parei mais. Eu tinha de 8 para 9 anos, mas lia com fluência desde os cinco, e já havia me acostumado a ler Conan Doyle (Sherlock Holmes), Agatha Christie (Hercule Poirot), Georges Simenon (Inspetor Maigret), e Earle Stanley Gardner (Perry Mason), tendo aprendido a ler quase sozinho, com pouca ajuda dos meus pais. Fiquei fascinado com as histórias dos dois Pardaillan, histórias que tinham lugar principalmente na França do período Pré-Moderno (de meados do século 16 até o início do século 17). Os dois eram excelentes espadachins, viviam envolvidos em intrigas da corte, não perdiam tempo quando se encontravam com as lindas damas da corte — e estavam sempre do lado do bem e da justiça. Eram uma versão mais romântica dos mosqueteiros — só que eram apenas dois.

Os livros, que foram publicados originalmente na forma de folhetins, na França, entre 1905-1918, viraram uma febre, onde quer que fossem publicados. A Wikipedia Francesa, no artigo “Les Pardaillan”, cita o escritor turco Ahmed Altan, que escreveu: “Il existe deux sortes d’hommes : ceux qui ont lu Les Pardaillan et ceux qui ne l’ont pas lu. Chaque Pardaillaniste souffre de ne pas être un Pardaillan.” (Existem dois tipos de homens: os que leram Les Pardaillan e os que não leram. E cada Pardaillanista sofre por não ter sido um Pardaillan”). Essa afirmação está em seu livro Le Roman d’Aventures.

Vou fazer um parêntese para falar um pouco das histórias de Michel Zévaco e da história da França (e, em parte, da Espanha) que está por trás dessas histórias. Os Bourbon e os Navarra eram todos relacionados naquele tempo.

As dez histórias (divididas em cinco blocos de dois volumes cada) se localizam, em sua maioria, na França (a maior parte delas em Paris), começando no ano de 1553, no reinado de Henrique II, terminando, em 1614, no reinado de Luís XIII, também da França, que, quando menor, teve a regência de sua mãe, Maria de Médici durante sua menoridade. As histórias cobrem, portanto, um período de sessenta e um anos na segunda metade do século 16 e no início do século 17, parando quatro anos antes do início da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) — e cobrem o período do Massacre de São Bartolomeu (24/8/1572), a que faço referência na biografia do meu pai (que juntarei aqui, como Apêndice).

As histórias estão numeradas de 1 a 10, cada um dos cinco blocos assumindo o título do seu primeiro volume:

  1. Les Pardaillan (passado na França, durante o reinado de Henrique II)
    1. Les Pardaillan (Os Pardaillan)
    2. L’Épopée d’Amour (Epopeia de Amor)
  2. La Fausta (continuação da temática do bloco anterior)
    1. La Fausta (Fausta)
    2. Fausta Vaincue (Fausta Vencida)
  3. Pardaillan et Fausta (passado na Espanha, no reinado de Felipe II)
    1. Pardaillan et Fausta (Pardaillan e Fausta)
    2. Les Amours du Chico (Os Amores de Chico)
  4. Le Fils de Pardaillan (passado de novo na França, no reinado de Henrique IV)
    1. Le Fils de Pardaillan (O Filho de Pardaillan)
    2. Le Trésor de Fausta (O Tesouro de Fausta)
  5. La Fin de Pardaillan (passado na França, na regência de Maria de Médici)
    1. La Fin de Pardaillan (O Fim de Pardaillan)
    2. La Fin de Fausta (O Fim de Fausta)

Foram reis da França nesse período de 1553 a 1614:

  • Henrique II (1547-1559), as histórias dos Pardaillan começando em 1553
  • Francisco II (1559-1560)
  • Carlos IX (1560-1574), estava no poder durante o Massacre de São Bartolomeu, em 24/8/1572
  • Henrique III (1574-1589)
  • Henrique IV (1589-1610), que era protestante, e, depois, virou católico, com a frase de que “Paris vale bem uma missa”, e que veio a promulgar o famoso Edito de Nantes
  • Luís XIII (1610-1643), com Maria de Médici, sua mãe, sendo Regente em 1610-1617, durante a menoridade do rei, que foi pai do famoso Luís XIV, trisavô do não menos famoso Luís XV, e pentavô de Luís XVI, executado pela Revolução Francesa.

Felipe II foi Rei da Espanha de 1556 a 1598. Ele era filho do Imperador Carlos V, do Sacro Império Romano, aquele que baniu Lutero de dentro do Império, e sua mãe era Isabel de Portugal. Por isso, quando o Rei de Portugal morreu, sem descendentes, em 1580, o trono português foi ocupado pelo Rei da Espanha, dando início ao chamado “Domínio Espanhol” sobre Portugal, que durou de 1580 a 1640. Felipe II tentou se casar com a Rainha Elizabeth I (1558-1603), da Inglaterra, mas não deu certo: a chamada “Rainha Virgem” continuou virgem. É o que consta.

Fecho o parêntese sobre a história mais ampla e volto à história mais chinfrim da família…

Um dia, lá nos anos cinquenta, me deparei com o fato de que o cavalo de Pardaillan na história se chamava Galaor — e me lembrei de que o cavalo do meu pai, lá em Marialva, também tinha esse nome. Como podia o meu pai ter dado ao seu cavalo o nome do cavalo de Pardaillan (lembram-se do Ahmed Altan, que disse que nenhum pardaillanista digno do nome se conforma em não ser Pardaillan?), se ele comprou os livros da série Pardaillan só em Santo André, na década seguinte?

Perguntei a ele, e ele me revelou que já havia lido Les Pardaillan antes, em fascículos, traduzidos para o Português, que ele comprava lá em Patrocínio, no Triângulo Mineiro, na década de 1920… Fiquei pasmo. Fascículos escritos na França de 1905 a 1918 estavam a venda no interior de Minas, em Português, já na década de 1920? Como a gente subestima o poder das ideias, e das histórias, de se espalharem pelo mundo, mesmo em épocas em que os transportes e as comunicações eram precaríssimos!!!

Enfim. Está explicado o nome do cavalo do meu pai em Marialva.

No início da década de 1960 (em 1961) saí de casa e nunca mais voltei. Fui estudar primeiro no Instituto JMC, em Jandira (1961-1963), depois no Seminário de Campinas (1964-1966), e, por fim, no Seminário Luterano de São Leopoldo (1967). Depois disso, ganhei uma bolsa de estudos e fui para os Estados Unidos no segundo semestre de 1967, só voltando em meados de 1974. Com isso, perdi contato com os livros de Michel Zévaco que estavam na casa de meus pais. Nem sei onde foram parar.

Acontece, porém, que em 1988 fui passar três meses a trabalho na Organização Mundial da Saúde em Genebra (voltei para lá todo ano por um mês até 1994), cidade de fala francesa. Numa das grandes livrarias da cidade encontrei, em três grossos volumes da Collection Bouquins, a série completa dos Pardaillan, no original. Não comprei na hora, mas assim que cheguei de volta ao Brasil fui até a Livraria Francesa, da Barão de Itapetininga, e os comprei lá, sem hesitar.

Vide a foto.

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De lá para cá, sempre voltei a ler trechos dos livros, em parte por puros deleite e curiosidade, em parte para comparar a história da França neles representada, de forma romanceada, com a história dos livros de história, propriamente dita. Congruência total nos grandes fatos, nos quais os detalhes dos romances foram enxertados.

Numa dessas releituras, encontrei o cachorro que Pardaillan havia achado em uma de suas andanças e adotado, feio, velho, mas valente, ao qual ele deu o nome de Pipeau. Assim, quando ganhamos um cachorro digno do nome, não tive dúvida em fazer como um dia meu pai havia feito com seu cavalo: batizei-o com o nome do cachorro de Pardaillan.

Eu disse que a história era comprida… E sugeri que não teria nenhum final apoteótico. Para compensar a falta de clímax final, informo: segundo diz a Introdução dos livros na Collection Bouquins, Jean-Paul Sartre era fã incondicional dos Pardaillan. Esse fato redime um pouco o esquerdismo e a depravação moral dele.

Em Salto, 25 de Agosto de 2019

ANEXO: Postagem minha no FaceBook no dia 24 de Agosto de 2019

Hoje é dia 24 de Agosto. Foi neste dia, em 1954, que Getúlio Vargas se suicidou, 65 anos atrás. Lembro-me bem de ver meu pai, que ligava o rádio às 6h55 da manhã, para ouvir a pregação do Rev. José Borges dos Santos Júnior, na Rádio Tupi. Às 7h começava o Jornal Falado “Matutino Tupi”, com Corifeu de Azevedo Marques, e a primeira manchete foi a do suicídio do presidente de então. Eu tinha quase 11 anos (iria fazer onze em 7/9/1954). Foi a primeira vez que vi meu pai chorar.

Mas o dia 24 de Agosto me traz uma outra lembrança do meu pai. Este foi o dia, em 1572, do chamado Massacre de São Bartolomeu, na França, em que os católicos quase acabaram com a raça dos protestantes (huguenotes) franceses. Quando meu pai soube desse incidente, lá em Patrocínio, MG, ele tinha apenas 18 anos. Ele leu sobre o ocorrido em um romance histórico de Michel Zévaco, chamado Epopéa d’Amor (como ele grafou o título). Ele copiou o longo relato em um caderno de capa dura, em 31 páginas, em linda letra de imprensa. Depois de copia-lo, ele escreveu sua opinião sobre a Igreja Católica da qual ele ainda era membro.

Disse o meu pai:

“Não nos admira nada que tal coisa acontecesse, porque isso é o cumprimento da prophecia do Apocalypse, que, referindo-se à Egreja Romana (que mais tarde havia de apostatar), disse: ‘E não luzirá mais em ti a luz das lâmpadas, nem se ouvirá mais em ti a voz do esposo e da esposa, porque os teus mercadores eram príncipes da terra, porque nos teus ensinamentos erraram todas as gentes. E nella (na Egreja) foi achado o sangue dos prophetas, dos santos, e de todos os que foram mortos sobre a terra’ (Apocalypse 18:23,24). ‘E a mulher (a Egreja Romana) estava vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas . . . e na sua fronte estava escripto este nome: Mistério! Babilônia, a Grande, a mãe da fornicação e das abominações da Terra. E a mulher achava-se embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus’ (Apocalypse 17:4,5,6).

O castigo dessa Egreja apóstata será grande, e, por isso, a todos dirige o Senhor este apêllo: ‘Sahi della, povo meu, para não serdes participantes dos seus delictos, e para não serdes comprehendidos nas suas pragas. Porque os seus peccados chegaram até os céus, e o Senhor se lembrou das suas iniqüidades’. (Apocalypse 18:4,5).”

Ele deu o título à sua transcrição e ao seu comentário de:

“A Matança dos Protestantes, em Paris, no dia 24 de Agosto de 1572, Domingo, Dia de São Bartolomeu”.

O relato foi escrito em 28 de fevereiro de 1931. A partir dessa data, meu pai gradualmente se afastou da Igreja Católica, à qual pertencia, e onde se preparava para ser um Congregado Mariano, e acabou se convertendo ao Protestantismo pela mão do missionário presbiteriano Rev. Eduardo Lane, a quem eu devo o meu nome, em homenagem, unido ao dele próprio: Eduardo Oscar.

Hoje faz 447 anos que o massacre aconteceu. Espero que o mundo nunca esqueça o que se passou na França naquele domingo, 24 de Agosto de 1572.

É isso.

Abaixo, uma mistura de autobiografia do meu pai, com complementos acrescentados por mim, que a publiquei há algum tempo (se bem me membro em 1992) em meu blog Instituto JMC.

No blog há um outro relato biográfico do meu pai, escrito por meu querido irmão, Flávio Chaves. Vide:

Biografia do Rev Oscar Chaves – 1

A minha mistura de biografia / autobiografia dele, está disponível em:

Biografia do Rev Oscar Chaves – 2

Fica aqui a homenagem a Getúlio Vargas e aos Protestantes Franceses massacrados, através da transcrição da (auto)biografia do Rev. Oscar Chaves.

A homenagem, em última instância, é a ele, o reverendo, como era chamado por suas ovelhas…

Em Salto, 25 de Agosto de 2019Eu, meu Pai e Les Pardaillan

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Categories: Getúlio Vargas, Les Pardaillan, Massacre de São Bartolomeu, Michel Zevaco

2 replies

  1. Gostei de saber sobre o Pipeau.
    Adoro suas crônicas!

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